#147 – Um data center incomoda muita gente


Este episódio de podcast, feito em parceria com o Intercept Brasil, fala sobre os impactos que um data center do Tik Tok poderá causar em comunidades tradicionais no Ceará.

A repórter Laís Martins viajou a Caucaia para entender os impactos de um futuro centro de dados que, quando pronto, deverá consumir energia equivalente a 2,2 milhões de brasileiros. Se ele fosse uma cidade, estaria em sétimo lugar em termos de consumo energético.

O data center de Caucaia, que deve abrigar dados e capacidade de processamento para o TikTok, pode ser beneficiado pela Política Nacional de Data Centers (Redata). Se implementado, o projeto do Governo Federal vai conceder isenções de impostos para big techs que armazenarem dados em solo brasileiro.

O novo centro de dados deve ficar dentro do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), que foi construído em uma área habitada pelo povo Anacé. Os indígenas, que já vêm sendo afetados pelas indústrias que se instalaram na região, se dizem preocupados com os impactos ambientais e planejam entrar na Justiça para barrar o empreendimento.

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Entrevistados do episódio

Igor Marchesini

Assessor especial do Ministério da Fazenda.

Jeovah Meirelles

Doutor em geografia pela Universidade de Barcelona. Professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Roberto Anacé

Cacique da comunidade Terra Tradicional.

Paulo Anacé

Liderança da aldeia Grande Cauípe.

Ulisses Costa

Assessor especial da Secretaria Estadual do Meio Ambiente do estado do Ceará (Semace).

Ficha técnica

Pauta, produção e reportagem: Laís Martins

Edição e sonorização: Matheus Marcolino.

Mixagem de som: Vitor Coroa.

Trilha sonora tema: Paulo Gama

Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari

Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini

 


2 comentários em “#147 – Um data center incomoda muita gente

  1. Olá, Tomás. Gosto muito do teu trabalho, sobretudo pela seriedade e pela pesquisa sólida que sustentam cada episódio. Porém, de tempos em tempos, percebo umas ironias que me parecem fora de lugar. Um exemplo neste episódio 147:
    “Eu tô imaginando a propaganda do Lula nas eleições de 2026, o Sidônio Palmeira fazendo um voo de drone, falando de como o Brasil tá aí evoluindo para energia limpa com data center e inteligência artificial, sendo a potência da empresa artificial do mundo. Eu imagino isso acontecendo…”

    Essa “piadinha” transmite uma série de apreciações sobre Lula — desonestidade, manipulação de informação etc. — como se propagar fake news fosse uma prática reconhecida dele. No contexto, isso me pareceu bastante inoportuno.
    Existem, sim, críticas justas a serem feitas a Lula. Mas insinuações sobre manipulação ou fake news? Qual a intenção aqui? Você sabe bem das dificuldades que o Congresso e os militares têm imposto ao governo, inclusive nas tentativas de enfrentar as big techs.
    Por tudo isso, esse tom jocoso e irônico, colocando Lula como difusor de fake news, me decepcionou bastante.

    Saudações,
    Alexandre Dimitrov

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